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06 junho 2007

Ship


O dia hoje convida a uma ship trip...



Ship ( pintura ): José Dias

29 maio 2007

Francesco

De vez em quando lembro-me da grande música que fazia o maestro...E volto a ouvir sem me cansar!

21 abril 2007

Swing guitars


Uma proposta musical para esta tarde de sábado: Swing Guitars de Django Reinhardt.




Pintura: José Dias

02 abril 2007

Visual


O amigo Luís Martins revela finalmente um talento adormecido. Muito em breve vai mostrar num espaço da CML alguns dos seus trabalhos.


“ Barco “ – Luís Martins

27 março 2007

Cuidado com o caimão!

Pode parecer pedantismo, mas não é …( aliás, vejo as notícias ou um jogo quando a bola me interessa, dou uma espreitadela no Mezzo, faço zapping para a Odisseia, entre outros).
Mas voltando à vaca fria: nem uma única vez aconteceu, ter dado uma olhadela ao tal programa/concurso para eleição do “ melhor português de todos os tempos ”!
Será que me estou a afastar vertiginosamente da realidade do meu Portugalzito?

Este termo – Portugalzito - ocorreu-me em associação, ao ver uma cena de “ Caimão”, o último filme de Nanni Moretti.
Na tal cena, uma personagem, o produtor cinematográfico polaco Sturovsky, goza com o seu interlocutor, o produtor/realizador Bruno Bonano, ao falar-lhe jocosamente da sua surpreendente Italiazita. Dizia-lhe o polaco, em bom italiano: quando se pensa que ela já bateu no fundo, o pior ainda está para vir…

Pelo que transparece do filme, o poder viciante da televisão da era Berlusconi, onde não faltam shows com as habituées coristas louras, redondas e torneadas segundo convencionais padrões estéticos, ia desbravando, abrindo alas para a sua futura governança populista e corrupta.
Nesta Bella Italia mostrada por Moretti, enquanto uma esquerda tristonha se ia perdendo na postura maçadora do politicamente correcto, o italiano vero era seduzido de forma embrutecida por esse tal mundo virtual…
Mas que réptil!

10 março 2007

Terra Incógnita


Nas suas fotografias a preto e branco encontra-se sempre um tom brando. Ele nunca foi importuno, nas suas imagens vê-se que as pessoas que ele retrata têm confiança nele “, escreve Henning Mankell, bem e de forma verdadeira, a propósito do Sérgio Santimano, num dos textos incluídos no belíssimo livro Terra Incógnita.
Um livro de fotografias da vida e gentes da região do Lago Niassa, Moçambique, realizado pelo amigo Sérgio, com o qual tive o privilégio de ser presenteado antes do seu regresso à Suécia.

Para quando a distribuição desta magnífica edição escrita em português e inglês, em Portugal?

07 março 2007

Urbe


Gosto desta “ Urb”!
Prédios em plena acção de resistência a ondas telúricas. Ou o caos metropolitano. Ou a modernidade. Ou a geometria variável da urbe- aqui mais física.


“ Urb” : pintura – José Dias

02 março 2007

Uma outra cadeira


Hoje não "ofereço" a cadeira do poder…
A cadeira é outra, é de Vincent Van Gogh!
Um dos traços que é possível descobrir na sua trajectória de artista, é a crescente presença da luz na sua pintura. Isto foi acontecendo à medida que a sua Holanda natal ia ficando cada vez mais para trás, rumo ao sul mediterrânico, a Arles.
Como mudara a sua pintura desde o sombrio “Potato Eaters”…

“The Chair and the Pipe” - 1889

07 fevereiro 2007

Libero

Quando escrevo, nem sempre ouço música. Por outro lado, nem toda a música de que gosto me serve neste processo de desatar as linhas. Hoje sou acompanhado por um pianista que me foi dado a descobrir através dum disco duplo. O disco intitula-se Köln Concert; esse pianista vibrante chama-se Keith Jarret.!

Hoje não quero falar especialmente de música, mas de um filme que ví há dois dias.
“ À beira do precipício “ é uma história dramática, na esteira de um certo realismo italiano, realizado por Kim Rosi Stuart. A história de um pai que tem que gerir a vida dele e a do casal de filhos, Tomás e Viola, depois da partida da mãe para parte incerta. Uma mãe, tão bonita quanto insegura, que tenta retornar a casa e juntar-se ao clã familiar, mas cujo regresso acaba por ser um falhanço. Um regresso perturbador num equilíbrio aparente. É também a história de uma mulher que nunca teria desejado ser mãe. É uma história de vidas e emoções à flor da pele. Sem culpados!
O verdadeiro “ herói “ acaba por ser o pequeno Tomás. No diálogo final, que dá o título original ao filme -“ Anche libero va bene “, ele concorda com o pai: no futebol também ele não se importaria de jogar a libero, solto, sem posição definida…
Tal como no futebol, será assim na vida: quem não gosta de ser libero?!

30 janeiro 2007

Dia cinzento

O dia acordou cinzento, ensonado. Como eu. Preciso urgentemente de tomar um duche e beber um café. Enquanto posto estas linhas, vou acordando lentamente ao som de " My Funny Valentine " de Chet Baker.
Paisagem ( pintura ) - José Dias